História do Turismo

A palavra “turismo” surgiu no século XIX, porém, a atividade estende suas raízes pela história. Certas formas de turismo existem desde as mais antigas civilizações, mas foi a partir do século XX, e mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, que evoluiu como conseqüência dos aspectos relacionados à produtividade empresarial, ao poder de compra das pessoas e ao bem-estar resultante da restauração da paz no mundo. (RUSCHMANN, 1997)

Mesmo estando fortemente presente no desenvolvimento de vários países, a questão do turismo muitas vezes não é entendida pela maioria das pessoas, que a entendem ainda somente como deslocamento e viagens. É preciso deixar claro a vitalidade do turismo, quando se discute desenvolvimento econômico, principalmente porque o turismo é uma atividade que gera milhões em divisas, há vários anos, para vários países em todo o mundo.

O turismo iniciou-se no século XVII, quando os primeiros sinais de crescimento industrial começaram a afetar a vida estabelecida há séculos. O aumento da riqueza, a ampliação da classe de comerciantes e a secularização da educação estimularam o interesse por outras culturas e pelo conceito de que viajar era uma forma de educação.

Hermann Schattenhofen, em 1911, dizia que turismo é o conceito que compreende todos os processos, especialmente os econômicos, que se manifestam na chegada, na permanência e na saída do turista a um determinado município, país ou estado.

A revolução Industrial dá novo fôlego ao turismo e foi de fundamental importância no desenvolvimento dessa atividade. Juntamente com a revolução industrial surge uma nova divisão do tempo: o tempo biológico, o tempo de trabalho, o tempo livre e o tempo inoperante. Esta divisão traz grandes implicações na vida de todos os cidadãos, nas formas de utilização do tempo livre e também sobre as viagens turísticas.

Na década de 40, Hunziker e Krapf, citados por Ignara (2003. p.12), definiam turismo como:

[…] o conjunto das inter-relações e dos fenômenos que se produzem como conseqüências das viagens e das estadas de forasteiros, sempre que delas não resultem um assentamento permanente nem que eles se vinculem a alguma atividade produtiva.

Com a Segunda Guerra, o turismo fica paralisado no mundo todo. Os efeitos da guerra são tão profundos, que somente em 1949, o turismo renasce, então com características crescentes de “turismo de massa”. A partir desse período as atividades turísticas ganham melhor organização nacional em diversos países. Desenvolveram-se os meios de transportes, os equipamentos de hospedagem, as agências de turismo, a infra-estrutura de base, entre outros.

Uma definição bem mais recente foi proposta por Mathieson e Wall, citados por Ignara (2003. p.13), para os quais o turismo poderia ser considerado como:

[…] movimento temporário de pessoas para locais de destinos externos a seus lugares de trabalho e moradia, às atividades exercidas durante a permanência desses viajantes nos locais de destino, incluindo os negócios realizados e as facilidades, os equipamentos e os serviços criados, decorrentes das necessidades dos viajantes.

No decorrer dos séculos, os homens viajaram de acordo com seus meios materiais disponíveis, seus conhecimentos adquiridos e suas convicções em vigor. Houve momentos mais propícios à prática das viagens e momentos menos propícios. Um dos momentos favoráveis é este que está se vivendo nas últimas décadas. As viagens, uma das manifestações do lazer, fazem parte da programação da grande maioria das pessoas, sobretudo para aquelas que vivem em países desenvolvidos. O século XX abriu as portas para a prática do turismo em grande escala, graças às transformações proporcionadas pela Revolução Industrial. O turismo passa a integrar a vida das nações.

A compreensão do turismo pressupõe, contudo, o conhecimento do lazer já que aquele é uma manifestação deste. E isso constitui a característica principal do turismo de massa nas sociedades modernas. As pessoas usam boa parte do tempo livre viajando para algum lugar com finalidades diversas e ali permanecem por motivos que, basicamente não têm ligações com seu trabalho. Hoje se avalia que as viagens ocupam quarenta por cento do tempo livre.

A Organização Mundial de Turismo – OMT define Turismo como:

Fenômeno que ocorre quando um ou mais indivíduos se transladam a um ou mais locais diferentes de sua residência habitual por um período maior que 24h horas e menos que 180 dias, sem participar dos mercados de trabalho e capital dos locais visitados. (OLIVEIRA, 2000 p.31).

Na verdade a atividade turística é bem mais complexa e congrega vários setores econômicos, servindo hoje em dia muitas vezes como único meio de gerar divisas para determinadas localidades.  Se faz necessário um maior entendimento sobre a atividade para que se possa conseguir utilizá-la como agente revitalizador dos espaços, sejam eles naturais ou não. Não se trata somente de valorizar a atividade, se trata de saber como relacioná-la com o contexto atual e conseguir modificá-lo positivamente, exatamente, me refiro a essa palavra que tanto escutamos por ai: SUSTENTABILIDADE.

OBS: Todas as referências estão na sessão “Bibliografía”, no topo da página.

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